A brasileirização das eleições na Argentina

Quem acompanhou a apuração dos resultados do primeiro turno da Argentina tendo vivido o que aconteceu nas eleições brasileiras do ano passado deve ter sentido aquele clássico déjà vu: um candidato governista que as pesquisas diziam que lutava por uma vitória no primeiro turno, e apesar de ser apoiado por um presidente muito popular, termina obtendo uma magra e decepcionante vitória, contra um opositor de direita flertando com consignas de esquerda e alcançando uma derrota com sabor de vitória, já que começa a corrida pelo segundo como claro favorito.

Daniel Scioli e Dilma Rousseff, em encontro na semana passada, em Brasília. (foto: Presidência da República)

Daniel Scioli e Dilma Rousseff, em encontro na semana passada, em Brasília. (foto: Presidência da República)

O primeiro personagem pode ser tanto Dilma Rousseff quanto o peronista Daniel Scioli – o candidato governista nas eleições argentinas, que teve 36,8% dos votos no último domingo. O opositor, em um dos casos, é Aécio Neves, no outro, é o neoliberal Mauricio Macri – 34,3% dos votos. Talvez o desfecho dessas histórias seja diferente, ou nem tanto, e as próximas semanas dirão o que vai acontecer nesses países onde a política e o futebol estão em grave crise. O fato é que, lá e cá, o enredo é o mesmo.

Claro que essa brasileirização eleitoral argentina tem a ver com uma comparação de detalhes mais recentes, mas numa visão mais ampla, podemos constatar que o resultado deste domingo não pode ser lido como um fato isolado do resto do continente. Além de Brasil e Argentina, podemos citar a Venezuela, que viveu algo semelhante em 2013, quando Maduro sofreu mais do que se esperava contra Henrique Capriles, e no Equador, onde a direita obteve vitórias em eleições municipais do ano passado, só para ficar em dois exemplos. O fenômeno é o mesmo em todos esses países: um projeto que chegou ao poder há mais de dez anos e agora enfrenta os primeiros sinais de fadiga eleitoral.

Esses projetos também têm em comum o fato de nascerem como uma resposta da cidadania aos efeitos da longa noite neoliberal, e que conseguiram dar os primeiros passos na direção de um Estado de bem-estar, começando com uma melhor distribuição da riqueza. Talvez por isso, seus defensores mais fervorosos acreditaram que bastaria a eterna gratidão daqueles que saíram da miséria ou do desemprego graças às políticas públicas para mantê-los no poder.

Isso pode convencer como teoria em alguns meios, mas na rua não funciona assim. A cidadania quer mais, e principalmente mais direitos. O discurso de “não podemos perder as conquistas já alcançadas” pode funcionar numa eleição, mas na segunda ele já é um problema. A eleição de 2014 mostrou isso, e isso somado às medidas do segundo mandato de Dilma, com retrocesso em alguns direitos trabalhistas e financiamentos para projetos sociais explicam porque nem mesmo os que votaram nela se animam a defendê-la.

O que aconteceu na Argentina neste primeiro turno passa um pouco por esses fatores. O governo efetivamente desfruta uma boa aceitação entre as camadas populares, as que melhoraram de vida graças às políticas sociais. Essa população é capaz de eleger um presidente na Argentina, mas ela não vota apenas com a gratidão daquilo que já foi feito.

Agora, elas querem comida, diversão e arte. Esperaram a candidatura governista entregar sua proposta, e não viram nada. A campanha de Scioli foi toda ela trabalhada na defesa do projeto kirchnerista, esperando um voto de gratidão. E esse voto veio, e foi suficiente para uma vitória no primeiro turno, apesar de não apresentar nenhuma proposta nova claramente direcionada àquele público que tradicionalmente garante as vitórias da centro-esquerda – pelo menos desde 2003.

A falta de conteúdo político das campanhas é outro fator que une Daniel Scioli e Dilma Rousseff. Uma estratégia que talvez era mesmo a mais adequada em outros tempos, mas que vem se mostrando cada vez mais obsoleta, conforme o mundo em si vai se tornando mais polarizado, e as pessoas não querem mais políticos que tenham opiniões genéricas sobre temas cruciais.

Lula da Silva e Cristina Kirchner: dois projetos com grandes eleitorados cativos, que agora enfrentam o desafio de continuar cativando. (foto: Telam)

Lula da Silva e Cristina Kirchner: dois projetos com grandes eleitorados cativos, que agora enfrentam o desafio de continuar cativando. (foto: Telam)

Falando mais claramente, todo mundo sabe que existe uma crise, podem não saber se a crise é nacional ou mundial, e talvez nem se interessem por isso, ou sobre qual é a responsabilidade do governo nesse quadro. O que elas querem saber é qual é a postura do governo diante dessa crise, que tipo de prioridade vai dar aos interesses, aos direitos e às necessidades dos trabalhadores.

Um dos segredos da popularidade de Lula foi saber dar essa resposta ao seu público cativo em 2008, quando ele afirmou que a crise seria uma marolinha, engoliu um caminhão de críticas arrogantes da dobradinha entre a mídia e a oposição, se manteve firme com sua política e provou que tinha razão. Grande parte da vitória de Dilma em 2010 foi graças a esse sucesso.

Aquele Lula governou numa época em que talvez a despolitização fosse mais efetiva eleitoralmente que hoje. Mesmo assim, na hora do aperto, ele sabia que precisava ser claro nas prioridades que daria a cada público.
Daniel Scioli talvez tenha entendido isso tarde demais, e tampouco entendeu que o eleitorado sabe que ele, dentro do projeto governista atual, representa mais o peronismo – que poderia ser comparado no Brasil com o PMDB, guardadas certas proporções – que o kirchnerismo, esse sim mais identificado com os programas sociais. Durante o primeiro turno, o peronista não apresentou grandes propostas novas, se omitiu em diversos temas, não foi a nenhum debate e tentou ignorar a acusação dos candidatos à sua esquerda, de que sua candidatura escondia um projeto de ajustes econômicos iguais aos de Dilma no Brasil.

Minutos antes da revelação dos resultados das urnas, Scioli fez um discurso estranho, com tudo aquilo que o eleitorado cativo do kirchnerismo esperava dele durante a campanha: falou em reforçar os direitos adquiridos, mas sem ideias mais claras a esse respeito, e apostou de novo no voto de gratidão, afirmando que a oposição representa a perda desses direitos. Finalmente, assegurou que seu projeto não contém um ajuste sobre os benefícios dos trabalhadores, e que o segundo turno será baseado nesse debate, entre um projeto com ajuste e outro sem ajuste.

Um discurso de quem sentiu o baque das urnas e que sabe que remar dos 36% até os 51% necessários no dia 22 de novembro vai ser difícil, ainda mais quando o opositor tem mais possibilidades de absorver apoios dos candidatos que ficaram pelo caminho.

Por sua parte, Mauricio Macri mostra como esse discurso genérico é muito mais adequado à direita que à esquerda. Depois de flertar com o estatismo, o candidato neoconservador passou a dividir o seu discurso em duas partes: o da segurança e do combate ao narcotráfico, e o da erradicação da miséria no país. Esse segundo ponto é mais polêmico, já que Macri não explica como pretende fazer isso, dá a entender que continuará com os programas sociais do governo, mas tampouco garante que assim será.

O opositor Mauricio Macri comemora sua derrota com sabor de vitória no primeiro turno, ciente de que o quadro eleitoral o favorece a partir de agora. (foto: Infobae)

O opositor Mauricio Macri comemora sua derrota com sabor de vitória no primeiro turno, ciente de que o quadro eleitoral o favorece a partir de agora. (foto: Infobae)

Ainda assim, a simples intenção do discurso consegue ser mais efetiva que a falta de conteúdo mostrada por seu adversário até agora. Prova disso é que conseguiu boas votações nos distritos mais pobres da Argentina: onde os Kirchner venciam antes com quase a metade, ou mais da metade dos votos, Scioli quando muito obteve 40%, e ele passou dos 30%. Também por isso, suas primeiras declarações visando o segundo turno foram apontando nessa direção, reforçando a ideia do combate à miséria, mesmo que ainda sem propostas claras. Também é bom lembrar que Macri já se vacinou para um possível resultado apertado no segundo turno, e vem acusando à possibilidade de fraude eleitoral desde agosto – sem nenhuma prova –, dando a entender que não reconhecerá os resultados se eles favorecem a Scioli, o que levaria a Argentina a uma guerra política pós-eleitoral semelhante a que existe hoje no Brasil.

Enquanto isso, Scioli corre duas vezes contra o tempo, para recuperar o que perdeu no primeiro turno, e para tentar levar o cenário eleitoral a um quadro do passado, quando era mais fácil segurar o voto cativo ao projeto de governo que ele representa.

Na verdade, esses projetos nunca perderam esse eleitorado cativo. Em entrevista recente, Ciro Gomes afirmou que basta Dilma estalar os dedos e voltar sua política econômica para a defesa da condição socioeconômica da classe trabalhadora que votou por ela para recuperar grande parte de sua popularidade. Algo nesse sentido pode ser dito sobre Scioli, com o agravante de que ele precisa de resultados efetivos em quatro semanas, e para isso precisa de ofertas novas e melhores. Só assim poderão, Dilma e Scioli, vencer o desafio de continuar cativando.

  • E eu com isso?

    O Ciro Gomes está certo. Devolver o “Leviano” para os banqueiros, baixar a taxa de juros e dar prioridade aos projetos sociais, saúde e educação. Essa é a fórmula para melhorar a vida de todos. Mas se tentar enrolar, pode ter certeza de que não vai colar. Do jeito que está, os únicos que ganham são os bancos e rentistas, que estão rindo a toa, por enquanto.

    • tcmagal

      Interessante o pensamento, mas isso não tem nenhum antagonismo contra o pensamento liberal e sim contra o patrimonialismo, exitente hoje inclusive na esquerda. E na esquerda o patrimonialismo ainda é maior, porque o Estado é maior.

      • Batuta

        Mas o PP, o PMDB, o PSC, o Solidariedade, ou o PSD Kassabiano são de Esquerda…….????!!!!!

      • E eu com isso?

        Patrimonialismo Estatal só se admitir que ele cuida do patrimônio do setor privado. Aí estou de acordo.

    • Batuta

      E Dilma ser mais protagonista…………………!!!!!!

      • José Coelho da Costa

        Ha ha ha ha

        • Batuta

          SÓ EM PENSAR O SEU LADO TREME…………………!!!!

    • José Coelho da Costa

      Os irmão Gomes são aqueles que colocaram o banquete como segredo de Estado.

      • Fran Aleixo

        Alem de levar a sogra passear de jatinho

    • Fran Aleixo

      Ciro Gomes e sacanagem!!! PIcareta Demagogo

      • Batuta

        Elabore um pouco mais…………….; quero ver………………..!!!!!

    • Batuta

      Mas uma pergunta que fica, com que roupa vai o Ciro……………., ou melhor, com que PARTIDO POLÍTICO………………????!!!!! Antes de pensarmos em mais uma saída personalista, precisamos reformar o quadro Polítco-Eleitoral e e a Sociedade não permitir mais do que 4 ou 5 Agremiacões atuando no Congresso Nacional…………………, que oxalá passe a ser Unicameral…………………….!!!!!!!

      • E eu com isso?

        O Ciro é um político tradicional. Está sendo coerente, mas não vejo ele como precursor de novos tempos. Por exemplo, o discurso dele faz poucas referências a sustentabilidade e a uma nova forma de fazer política.

        • Batuta

          E não tem um PARTIDO…………………….., com, de fato, raízes ideológicas……………., pelo menos nesse momento………………..!!!!

  • Fernando Christo

    Caramba hein, nao sou de direita, mas a suposta esquerda argentina quebrou o país. Assim como no Brasil, tá na hora de mudar por outra coisa. Qualquer coisa vai ser melhor.

    • Gustavo Oliveira

      O que Brasil e Argentina eram antes de serem “quebrados” ?

    • Josh Dilson

      Se o Brasil está quebrado agora, antes era pó.

    • MD

      Não concordo que qualquer coisa vai ser melhor!! É muito perigoso para a continuidade democrática falar desse jeito. O que a Argentina conseguiu de establidade democrática desde 1983, e após tanto sangue derramado de um bando ou outro: tanto da esquerda, os do meio, os que eram ainda inocentes, como a extrema direita… Agradeço não falar com tanta leveza!

  • Lula Freire

    Fernando Christo vc não é de direita? Será que acredito?

    • Júlio C. B. Gardona

      Qual o problema com a direita? Sobre as eleições na Argentina, vai ser interessante ver a democracia em ação.

  • Viktor Araujo

    Vocês tão realmente defendendo a situação economica atual da argentina? O.o

  • tcmagal

    Tchau esquerda. Não por acaso, os países latinoamericanos que não caíram na conversa da esquerda são os que estão melhorando de vida. Com fé em Deus, em breve estaremos livres desse mal também. Só vai ficar faltando a Venezuala, porque lá o problema chegou a um nível diferente.

    • WOLF

      Deixa de ingenuo, bobão!!! Procura ler mais sobre a realidade dos pobres desses paises, que voce acha que estão melhor.

      • Fernando Costa de Campos

        Sério que você precisa agredir pessoalmente o cara porque ele tem uma idéia diferente da sua?

        • José Rocha

          Eu estou acostumado com esse modus operandi da esquerda bolivariana. Eles não tem mais argumentos, são contra o contraditório, só sabem xingar.

      • Batuta

        No festejado Chile………………, aproximadamente mais de 30% da populacão vive praticamente no limbo da Economia…………………….!!!!!

        • Luso De Queiroz

          O Chile é governado pelos esquerdistas bobão !!

          • Batuta

            Modere a sua terminologia e cuide de melhor conhecer a realidade Institucional daquele País……………….., para então depois então poder se pronunciar…………………, mesmo que civilizadamente………………..!!!!!

            • Luso De Queiroz

              Adoraria ser mais respeituoso, mas o povo do seu estado paulista em sua grande maioria só entende na base da ignorancia. Infelizmente.

      • Luiz

        Bobao. esta sem argumentos?

      • tcmagal

        Ler sobre a realidade? Eu conheço todos esses países in loco, já a algum tempo considerável, bobão, não de ouvir falar por meio de propaganda esquerdista.

    • Gustavo Oliveira

      O que Brasil, Argentina, Venezuela, Equador e Bolívia eram e o que significavam antes dos governos atuais, mesmo ? Eu respondo, nada.

      • tcmagal

        O que eram? Argentina já foi muito mais rica que o Brasil. Era um país com índices de desenvolvimento humano invejáveis. A fama de esnobe dos argentinos vinha do seu padrão de vida Europeu.

        Venezuela era um país rico, que tinha desigualdade social. Hoje é pobre com desigualdade social.

        Equador e Bolívia, não comento porque realmente nunca foram nada.

        • MD

          Correção: o indice de desenvolvimento humano da Argentina AINDA é muito alto, e continua subindo: https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano, similar ao da America do Norte e a Europa “occidental”. Abraços de Buenos Aires!

        • Luso De Queiroz

          Nunca foram nada igual a você !!
          O que tem na cabeça do paulista ??
          Será que é merda.

  • champagne1963

    Tomara que desta vez os argentinos não errem e consigam se livrar do kirchnerismo que dilapidou a economia do país. É claro que também torço para que os brasileiros e venezuelanos também consigam se livrar nas próximas eleições de seus respectivos governos. Kirchnerismo, lulismo e chavismo têm em comum o populismo, patrimonialismo, inépcia, conivência com a corrupção e uso dos pobres e menos esclarecidos como massa de manobra. A consequência disso tudo é a situação calamitosa, principalmente nos aspectos econômico e moral, que assola os três infelizes países latino-americanos.

  • iMarx

    A pior coisa que aconteceu na Argentina foi Peron. Mito populista responsavel por arrastar geracoes em um saudosismo populista utopico. A Historia sempre volta aos populistas e breves momentos de ilusao. Mario Vargas Llosa considera a pior coisa que ja’ aconteceu na Argentina. Ele nao considerou o Lulismo no Brasil. Nao ha’ diferenca. Jogou o Brasil pelo menos 50 anos para tras.

    • Batuta

      Provavelmente telespectador assíduo das mocoilas da Globo News…………….!!!!!

      • E eu com isso?

        Eu ainda lembro a Rede Bobo, todo dia, dizendo que a Argentina era um país maravilhoso. Foi na época que os hermanos estavam “vendendo” todas as estatais, inclusive a do petróleo, que depois se viram obrigados a tomar de volta.

        • Batuta

          Certa vez, na década de 70, Peron respondeu para os Americanos que tentavam impedir a Argentina de vender “”pick ups”” Chevrolet para Cuba………………, “”que quem decidia o que fazer na Argentina eram os Argentinos………………., tão somente””………………!!!!!

        • Batuta

          E/ou provavelmente quando Menem se declarou na tal “”relacão carnal”” com o Texano………………….!!!!!

    • MD

      Opinión de un argentino en portugués para los amigos: A pior coisa que aconteceu na Argentina foi a sucesão dos golpes militares a partir do ano 1930, ou seja, bem antes de Perón, e até o ano 1983 onde tivemos um presidente democrático como Alfonsín. Tem que ler um pouco de história; é bem mais complicado do que o Sir Vargas Llosa (fan do Jorge Luis Borges) poderá opinar ou não do meu país.

  • Batuta

    Por favor, não cacem a postagem…………………….!!!!!! Afinal o que está se passando…….???!!!!!

  • Batuta

    “”Argentina e Brasil…………………, Unidos ou dominados””…………………..!!!!!!

  • Madruga

    Nações fracassam. Em 1930 já tinha metrô na Argentina. Tem mais biblioteca em Buenos Aires do que no Brasil Inteiro. E lá como cá, uma sucessão de imbecilidade no comando do país levando todos para o buraco por ideologia idiota, incompetência incomparável e desonestidade doentia.

    • Batuta

      Salvo engano foi inaugurado em 1913………………..!!!!!

      E quanto os cafés……………….., de fazer inveja até mesmo talvez aos franceses…………………!!!!!

      PS.: Cafés de acesso ao Argentino médio………………..!!!!!

  • Luso De Queiroz

    Um idiota que não conhece a Argentina, que fala que ela esta quebrada ou que é um pais pobre!! Provavelmente es um globista nato fã do Jabour. Amigos vamos para as terra porteñas e veras a soberania de um povo que não sofre da síndrome do vira – lata.

    • Fran Aleixo

      Eu conheço bem a Argentina, ta quebrada e falida sim, um dos paises mais decadentes do mundo,

      • Luso De Queiroz

        Não conhece não filhinho !!

      • Batuta

        Vá lá e diga isso para o cidadão Argentino……………………!!!!!!

    • MD

      Obrigado hermano Luso, que emoção ver que tem brasileiros que ainda pensam… Um abração de um portenho morando já faz 3 anos em SP… e que está voltando pra casa já de vez! Volto com o sim populismo!! 🙂

      • Luso De Queiroz

        Sabe amigo, meu pai, meus avós, tios e primos são porteños defendo a nação porque a conheço. Argentina uma terra rica a França das Américas, Uruguay aonde também tenho familiares é a Suiça Americana.

  • Eduardo PS

    Engraçado como eles chamam o discurso do medo de discurso de gratidão. Muitos miseráveis votaram da Dilma pq o PT espalhava que se a oposição vencesse ia cortar tudo isso é medo não gratidão

  • Fran Aleixo

    Alguem consegue lembrar de algum lugar que a esquerda populista ,fez um bom governo,Venezuela,Brasil e Argentina são as ultimas vitimas !

    • iMarx

      Em algum lugar do mundo ou em qualquer epoca? Somente miseria seguiu esses governos.

      • Fabrízio Michelon

        O Brasil teve 500 anos de comunismo, por isso que tem favela. Dom Pedro, os militares, FHC, PT, tudo comunista! Fora comunismo!

        • TexasRed .-

          Legal seu conhecimento de História do Brasil, 10/10.

          • Fabrízio Michelon

            Conhecimento do nível de quem ficou de mimimi por causa do ENEM!

        • Marcus Rodrigues

          Hahahahahah… 500 anos de co.. mu hahaa nismo.. no Brasil, hahahah.. que bibliografia voce estudou mesmo!? Nao havia uma sociedade soberana no Brasil ate’ 1800.. o pais era uma fonte de recursos gratuita para Portugal/Europa.

          • Fabrízio Michelon

            Portugal e a Europa eram comunistas na época. Acho que tu tem que rever a bibliografia. Olha lá o que dizem no Mises, MBL e cia. Pedro Álvares Cabral é invenção do MEC!

            • Fabrízio Michelon

              E são comunistas até hoje. Isso é a explicação para os 20, 25% de desemprego na Espanha!

      • Batuta

        Mas o Haiti, a Guatemala, Honduras,as Ilhas Filipinas ou a República Central Africana nunca foi governada pelos Socialistas…………….., antes pelo contrário………………, Capitalistas da Silva………………………!!!!!

  • Valter Turano

    Uá, é só eles alegarem que ficaram milionários com prêmio da quina, fora disso não tem como sair do zoológico e ser dono de apê de 6 milhões, ou administrar a liga de futebol americanoTorneio Touchdown, pois nem os empresários das zelites conseguem subir assim tão rápido igual míssil atômico.

  • Paulo Cardoso

    Não é à toa que a Argentina vai ladeira abaixo. A viúva profissional ainda tem o voto da maioria. Esse povinho é igual ao brasileiro, não cria vergonha na cara.

    • MD

      No dia que os brasileiros começem a acreditar neles mesmos, vão deixar de auto-referirse de ” paisinho” ou povinho, e o Brasil va finalmente ocupar o lugar que ele merece… Acho povinho um conceito típicamente colonialista. Muito triste também.
      Assina: um cidadaninho argentininho. 🙂

  • Sergio Bertini

    Nao e a direita que cresce, e a indgnacao, das pessoas de bem.

  • Sergio Bertini

    E o comeco do fim, governos populistas tem prazo de validade, o pt, sabe disso.

  • Ricardo Bejarano Maçol

    Aos defensores da esquerda ou do bolivarianismo, uma pergunta simples: em qual país cujo governo seja destas tendências, os amigos gostariam de viver se deixassem o Brasil ? Cuba ( ) Venezuela ( ) Equador ( ) Bolívia ( ) China ( ) Coreia do Norte ( ) Russia ( )

    • Luso De Queiroz

      China em Xangai, Hong Kong ou Beijing três metrópoles de nível internacional e prósperos.

      • José Rocha

        kkkkkkkk Então vai!

  • Luso De Queiroz

    Aonde que a Argentina esta quebrada, que isso compre uma passagem aérea vai para Buenos Aíres, Córdoba, La Plata, Rosário antes de ficar repetindo o que Jabour vive blasfemando.

    • José Rocha

      Meu caro, a Argentina tem apenas 37 bilhões de dólares de reserva. Está desacreditada no mercado financeiro global, por isso não consegue atrair investimentos, e tem uma inflação alta de mais de 30% ao ano, que o governo esconde. Ela está mal sim.

      • Batuta

        Você sabe qual é o IDH dos Argentinos………………..????!!!!!

        Sabes quantas livrarias existem por lá……………….???!!!!

        Dê um giro pelo centro de Buenos Ayres e observe por exemplo como se veste uma Sra. funcionária da limpeza pública………………..!!!!!!

      • MD

        Vamos olhar um informe dum organismo muito populista como o Banco Mundial: http://www.bancomundial.org/es/news/press-release/2012/11/13/argentina-middle-class-grows-50-percent. A Argentina duplicó sua clase media na última década…

  • José Rocha

    Você diz que avanço econômico produzido pelas esquerdas nos governos da AL já não são suficientes para continuar cativando o eleitorado, que quer mais.
    Não é nada disso meu caro!!!
    A verdade é que esses avanços foram alcançados com farra fiscal, em época de bonança mundial, com data de validade curta. Agora venceu e o povo está vendo que todos esses avanços foram efêmeros e sua situação econômica pode retornar ao que era no inicio desses governos. Ou seja, uma situação de penúria.
    Então, a perda de votos dos governos bolivarianos não é porque o povo quer mais, mas sim porque ele já está cansado das soluções populistas desses governos de esquerda, que estão agora fazendo suas economias minguarem enquanto outros países da AL não dirigidos pela esquerda têm sua economia crescendo.

  • Batuta

    A Mídia Tapuia e a Tucanalha, no afã desabrido de tentarem manter a visibilidade (que não possuem) no debate político, estão se valendo até do resultado das eleicões na Argentina, como se fossem de fato grandes conhecedores do quadro político do País vizinho………………..!!!!!!

  • Deciocar

    a vitória de Macri será um bom presságio…será que ainda existe chance para a AL se libertar, por mais 200 anos, dessa corja de populistas ?

  • Deciocar

    o único país que se ferrou de vez foi a Venezuela…os argentinos estão de olho…acho que não caem mais nessa não…