Argentina se torna o primeiro país latino a impor limite de gordura trans

A partir desta quarta-feira (03), as indústrias argentinas serão obrigadas a respeitar uma quantidade máxima de gordura trans colocada na comida, graças a uma mudança feita no “Código Alimentario Argentino”. A Argentina se tornou o terceiro país do mundo e o primeiro do continente americano a adotar esta medida: qualquer alimento terá no máximo 5% de gordura trans do total de gorduras.

Suíça (2008) e Dinamarca (2003) são os outros dois países que possuem esta regra. Como a gordura trans é apontada como causadora de problemas de saúde como obesidade, diabetes e colesterol alto, estima-se que possa haver uma redução, na Argentina, de 1.500 mortes anuais associadas a doenças cardíacas e de 5 mil problemas vasculares como infartos, anginas etc, segundo o vice-ministro da Saúde argentino, Jaime Lazovsky, citado pela agência de notícias Efe.

A reforma no código de alimentos foi aprovada pelo Congresso argentino em 2010 e foram concedidos quatro anos para que as indústrias se adaptassem. images

Usada para alterar a textura dos alimentos e prolongar sua durabilidade, a gordura trans é um tipo de gordura formada por meio do processo de hidrogenação industrial. Está presente sobretudo em alimentos industrializados como biscoitos, doces, sorvetes, frituras, margarina, molhos de salada processados, por exemplo.

No Brasil, a partir do segundo semestre de 2006, as empresas foram obrigadas a declarar a quantidade de gordura trans no rótulo. Em busca de um substituto para este tipo de gordura, algumas delas estão usando o óleo de palma, substância cujos efeitos ainda são desconhecidos. Há inclusive estudos indicando que seu efeito pode ser ainda pior do que o da gordura trans. Clique aqui para ler.

O site Fechando o zíper, que analisa o rótulo de produtos encontrados nas prateleiras dos mercados enviados pelos leitores, costuma abordar os problemas gerados pela gordura trans e explicam por que os alimentos no Brasil podem ter gordura trans e estampar “sem gordura trans” na embalagem. Clique aqui para ler.