Arqueólogo teria encontrado a caravela Santa María no norte do Haiti

A caravela Santa María levou o italiano Cristóvão Colombo e um esquadrão de espanhóis a começar a colonização das Américas, e também o extermínio das populações indígenas do então descoberto continente. Hoje, jaz no fundo Mar do Caribe, próxima à costa norte do Haiti.

A definição sobre o papel do barco na história latinoamericana é minha, mas a afirmação sobre o seu paradeiro é do arqueólogo submarino estadunidense Barry Clifford, líder de uma equipe que comparou as fotos tiradas em uma recente missão de reconhecimento com as de uma investigação prévia feita há dez anos atrás, e que permitem, segundo ele, assegurar que os restos de um navio (encontrados em 2003) são da histórica caravela.

Apesar de possuir apenas provas fotográficas, Clifford garante que “as comparações fotográficas e o conhecimento histórico que já possuíamos sobre a topografia submarina associada ao desaparecimento da Santa María, nos levam a forte convicção de que esses restos são da caravela de Colombo”.

Réplica da Santa María exibida no Museu das Caravelas, localizado no Puerto de los Palos, na cidade espanhola de Huelva.

Réplica da Santa María exibida no Museu das Caravelas, localizado no Puerto de los Palos, na cidade espanhola de Huelva.

A expedição liderada por Cristóvão Colombo, em 1492, contava com três caravelas: Santa María, Pinta e Niña. Construída em um estaleiro na Cantábria (região do norte da Espanha, entre o País Basco e a Galícia), Santa María foi a que capitaneou a missão, sendo pilotada pelo próprio navegante genovês durante a primeira parte da viagem, até que, depois de 37 dias, os exploradores chegaram nas Bahamas.

Segundo o relato histórico da viagem, dez semanas depois da descoberta do novo mundo, a expedição teria seguido rumo em direção ao sul, e foi surpreendida por uma tormenta noturna em local próximo à ilha que hoje compartilha os territórios do Haiti e da República Dominicana. Foi quando Santa María teria colidido com uma barreira de corais, sendo abandonada por Colombo e pelos demais tripulantes. Os exploradores chegaram dias depois ao Haiti, onde Colombo ordenou a construção do seu primeiro forte, antes de regressar com Pinta e Niña à Espanha, para reportar o descobrimento aos reis.

Barry Clifford reconhece a importante ajuda do governo do Haiti para a missão que trabalha na identificação da caravela Santa María. “Foram extremamente úteis, e esperamos ter mais dessa colaboração para fazer as escavações mais detalhadas”. O arqueólogo diz confiar que “os estudos completos sobre os restos mostrarão evidências arqueológicas incontestáveis de que esse é o barco que Colombo utilizou para descobrir a América”.

  • Márcio Arnaldo Borges

    E[X]cavação, não! Escavação.

  • CLAUDIO TEREZO

    COMEÇAR O TEXTO COM UM ERRO CRASSO É LAMENTÁVEL…..CRISTÓVÃO COLOMBO NÃO ERA ITALIANO… ELE NASCEU NUM ESTADO INDEPENDENTE, LA SERENÍSSIMA REPÚBLICA DE GÉNOVA. ATÉ NO WIKIPÉDIA VOCÊ PODERIA PESQUISAR ANTES QUE COMETER ESTA ATROCIDADE…..
    E ESTE NÃO É O ÚNICO ERRO……