Futebol e integração sul-americana: do Cristo Redentor ao Obelisco!

Foto: reprodução

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Por Chico Denis*, de Foz do Iguaçu

Começou a Copa do Mundo e, na semana de abertura do evento, os dois monumentos mais conhecidos da Argentina e do Brasil – Obelisco, em Buenos Aires e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro – foram iluminados ao mesmo tempo, às 20h da última terça-feira (10), com as cores das bandeiras dos dois países vizinhos. O verde e amarelo tomou conta do monumento nacional argentino e o Cristo vestiu as cores azuis e brancas durante duas horas.

Essas imagens demonstram muito mais que um bom espírito esportivo entre tradicionais rivais da bola antes de começar a Copa. Refletem também o símbolo de uma maior confiança entre os dois países sul-americanos que foi sendo construída sobretudo no período de redemocratização, culminando com a assinatura do Tratado de Assunção de 1991, que cria o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

A rivalidade histórica, que vinha desde a colonização, hoje dá lugar a uma cooperação mais ampla entre as duas nações em diversos temas, como comércio, educação, saúde, infraestrutura, energias, cultura e diminuição das desigualdades sociais.

Apesar das limitações da maior aproximação entre tupiniquins e hermanos, essas imagens demonstram que a vontade política dos últimos governos e o maior impulso dos processos de integração regional – que deram origem ao Mercosul, à Unasul e recentemente à Celac – foram fundamentais para aproximar duas nações tão próximas e tão parecidas.

Como falou uma vez um certo presidente argentino em visita ao Brasil, “tudo nos une, nada nos separa”. Na verdade, a frase está incompleta. A única coisa que pode nos separar neste momento é uma bela final de copa entre Brasil e Argentina!

*Chico Denis é estudante do último semestre de Relações Internacionais e Integração da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). É cearense, torcedor do Santos e apaixonado pela América Latina e Caribe. Também coordena o Observatório Eleitoral latino-americano na universidade e escreve sobre integração política no continente.

  • Lenir Vicente

    “Tune nos une, nada nos separa”. Somos hermanos.A final juntos vai coroar o futebol latino-americano. nada mais justo.