Direita equatoriana rechaça derrota e ameaça repetir Capriles e Aécio

Quando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que o resultado das urnas neste domingo (2/4) já era irreversível, e confirmava a vitória do candidato governista Lenín Moreno – que foi vice de Rafael Correa em seu primeiro mandato –, o Equador teve que enfrentar o mesmo momento de tensão política pelo qual passaram a Venezuela…

A derrota comunicacional da esquerda na América do Sul

Quando a esquerda começou a tomar um por um os governos dos países sulamericanos, quando foi se instalando, aos poucos, uma onda de governos dispostos a fortalecer o papel do Estado, a trincheira buscada pelas forças neoliberais para se reagrupar e rearmar sua estratégia foi a da imprensa. Os danos causados pelas políticas neoliberais foram…

A brasileirização das eleições na Argentina

Quem acompanhou a apuração dos resultados do primeiro turno da Argentina tendo vivido o que aconteceu nas eleições brasileiras do ano passado deve ter sentido aquele clássico déjà vu: um candidato governista que as pesquisas diziam que lutava por uma vitória no primeiro turno, e apesar de ser apoiado por um presidente muito popular, termina…

Lula é o herói dos anti-chavistas bolivarianos da Venezuela

BOLIVARIANO é o adjetivo do momento no Brasil, quer para atacar o PT e a esquerda, quer para tirar uma onda com os que o usam para o primeiro propósito. Sobra até mesmo para as publicações não alinhadas com a mídia hegemônica, como a Carta Capital, ter que carregar com essa pecha, embora eu, como colaborador eventual…

Evo Morales e o capitalismo para todos na Bolívia

Este domingo é dia de eleições na Bolívia. Evo Morales tentará sua segunda reeleição. Seu favoritismo é tão grande que as pesquisas mostram que ele poderia superar sua votação recorde de 2009, quando obteve 64% dos votos – a sondagem do Instituto Tal Cual, divulgada no dia 5 de outubro, apontou que 57% votariam por…

A encruzilhada de uma América do Sul sem caudilhos

A ojeriza generalizada contra a política é a grande contradição do nosso tempo. Não deixa de ser ideológico um mundo sem políticos. Na prática, isso significa Estado fraco, sem capacidade de contrariar os grandes grupos econômicos – que já têm muito poder, e se ainda não ditam todas as regras (ditam a maioria) é porque…