O ataque que interrompeu a trégua na Colômbia

Quatro meses de trégua unilateral no conflito armado colombiano significaram um país onde onde as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) não realizavam ataques desde o anúncio da medida por parte da guerrilha, no dia 20 de dezembro de 2014.

Militares recolhem corpos de vítimas do enfrentamento, após a madrugada de 15 de abril, onde morreram onze militares e um guerrilheiro. (Foto: AFP)

Militares recolhem corpos de vítimas do enfrentamento, após a madrugada de 15 de abril, onde morreram onze militares e um guerrilheiro. (Foto: AFP)

Tudo isso mudou nas primeiras horas desta quarta-feira (15/04), quando um comando da Terceira Divisão do Exército, que patrulhava uma zona pré-selvática de Buenos Aires (pequeno município do departamento de Cauca, no sudoeste do país), foi atacado com tiros de fusil pela Coluna Miller Perdomo da guerrilha colombiana. O enfrentamento terminou com 11 militares mortos e 19 feridos, enquanto as FARC tiveram um guerrilheiro morto.

Apesar de a trégua ser unilateral, não consistindo em cessar fogo por parte do Exército colombiano, o presidente Juan Manuel Santos havia feito um gesto, ainda em dezembro, ordenando o fim de bombardeios em zonas selváticas, mas voltou atrás após o ataque desta semana, e autorizou as Forças Armadas a atacaram locais onde se identifique acampamentos das FARC. “Vamos tomar todas as medidas necessárias para proteger a população civil das zonas rurais e florestais, e também as nossas tropas”, afirmou o presidente.

Por sua vez, as FARC reagiram através de um comunicado divulgado em seu sítio web, no afirma que o ataque foi uma reação devido ao assassinato de pessoas ligadas ao grupo nos últimos por parte da força pública: “nós vínhamos denunciando há algum tempo esses ataques que também nos levaram a lamentar vidas perdidas, e que também colocam em risco a vida da população, por isso estamos defendendo, desde o primeiro momento, um cessar fogo bilateral, para que se possa alcançar a paz através do diálogo”.

Presidente Santos anuncia que haverá represálias contra as FARC no interior da Colômbia. (Foto oficial)

Presidente Santos anuncia que haverá represálias contra as FARC no interior da Colômbia. (Foto oficial)

As FARC também pediram “cabeça fria” por parte do governo e disse lamentar as mortes dos militares colombianos, e por isso reafirmou sua intenção de manter o cessar fogo unilateral, apesar do ocorrido, e pediu ao governo a mesma disposição a manter as negociação que havia começado há alguns meses, em encontros realizados por representantes de ambas as partes, em Havana.

Este foi um dos enfrentamentos mais violentos nos últimos quinze anos de conflito armado na Colômbia, e o que teve mais vítimas fatais nesta década, e durante o mandato de Santos, com os doze falecidos e 19 feridos militares – não há cifras de feridos por parte da guerrilha. Um panorama que aponta a uma paz pouco provável a média prazo, ainda mais com um governo colombiano pressionado politicamente pela direita belicista do revigorado ex-presidente Álvaro Uribe.

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  • Smith

    O fato de ser uma trégua, independente de ser unilateral ou bilateral, é um mecanismo frágil que não garante paz a nenhum lado. Era óbvio que voltaria a um status de guerra em pouco tempo.
    E por favor, atentem um pouco mais ao que publicam, pois fusil é com z viu, para não virar piada como o comentário abaixo.

  • Maria Teresa Gonzalez Perez

    As FARC não podem deixar as armas…os militares colombianos estão muito bem com os narcos e tem para militares que não tem reparos em matar ..e que dizer dos americanos com a suas bases..se as FARC deixam as armas , não fica ninguem para contar a historia!!!!

    • Marcos

      As Farcas são um grupo terrorista.

  • Maria Teresa Gonzalez Perez

    sigo insistiendo. as FARC não SÃO terroristas.!!
    .me expliquem porque as bases dos EUA siguem..de jeito nenhum podem deixar as armas..serao todos mortos estupidamente , a epoca de Escobar não acabou. os para militares respondem aos EUA;;;