Os odiadores de ontem, os odiadores de hoje

Por Rafael Castilho, em seu blog

Eva Perón vivia seus últimos dias de vida. Tinha apenas trinta e três anos de idade. Sofria pela metástase de um câncer que surgira em seu útero.

O drama de Evita tocava milhões de argentinos e argentinas que faziam vigília por sua recuperação.

Em 1952, a elite argentina comemorou o câncer e a morte da mulher que combateu seus privilégios e simbolizou um governo em favor dos

Em 1952, a elite argentina comemorou o câncer e a morte da mulher que combateu seus privilégios e simbolizou um governo em favor dos “cabecitas negras”.

Mas não todos tinham compaixão por sua doença. A admiração por Eva, que se convertia em uma espécie de ideologia política própria, sem nenhuma estruturação litúrgica, porém decididamente muito ligada à identidade de classe possível na Argentina dos anos 50, era considerada pelas elites como coisa menor. Dizia-se (e se diz ainda), que era algo como “coisa de empregada doméstica”.

Nem a dor, nem a morte que se avizinhava. Nenhum drama inibiu quem colocava o ódio político e o ressentimento social acima de todas as coisas.

“Viva o Câncer!”. Esta foi a frase que apareceu escrita no muro de sua residência, pouco antes de sua morte. Havia muita gente regozijando por seu padecimento. Festejando sua morte.

Não era pra menos. Pra quem levava a noção de hierarquia social como algo naturalizado e parte integrante de si mesmo, a figura de Evita era absolutamente insuportável.

Eva nascera fruto de uma relação extraconjugal de seus pais. Nunca foi totalmente reconhecida. No velório de seu pai, havia sido impedida de prestar seu último adeus. Quando se mudou para Buenos Aires, Evita passou a ser uma atriz de rádio. As radionovelas explodiam no país inteiro. O rádio passava a ser o principal veículo para integração do país e também para a comunicação com as massas de trabalhadores.

Evita Perón surgiu no rádio e se tornou uma importante líder política da Argentina.

Evita Perón surgiu no rádio e se tornou uma importante líder política da Argentina.

O rádio era solene. Não era minimalista como nos nossos dias. Era um aparelho grande a ser colocado no meio da sala. As famílias se reuniam em volta dele. Perón, como nenhum político de seu tempo soube tirar proveito desta nova ferramenta de comunicação. Da mesma forma, como ninguém até então, soube enxergar o trabalhador operário como um ator político relevante a ser mobilizado para a construção do trabalhismo na Argentina. Em bairros e cidades mais afastadas, o rádio era pendurado nos postes para que os mais pobres também pudessem ouví-lo.

Eva Duarte, como qualquer atriz de rádio ou de teatro não ocupava um lugar social muito distante das prostitutas.

Iniciou uma relação amorosa com Perón. Um homem mais velho e poderoso. Por virtude e por fortuna, Perón se converteu em presidente da Argentina, chegando ao poder nos braços do povo. “Cabecitas Negras” eram chamados seus eleitores. Viviam nos subúrbios de Buenos Aires, mas sequer podiam frequentar os luxuosos espaços da região central. Muitos passaram a conhecer o centro nas manifestações políticas do peronismo. Era um escândalo. A massa de descamisados e de pés descalços. Nadavam nos chafarizes, tomavam mate nas praças antes exclusivas dos grandes cavalheiros.

Evita, agora primeira-dama, passou a frequentar os salões da oligarquia argentina. Jamais foi aceita. Os interesses sazonais das elites econômica e política, obrigava os grandes negociantes a aturarem aquela “bastarda”.

Não eram raras as vezes em que, após a chegada de Evita, as damas da sociedade se retiravam de recintos como o famoso Teatro Colón. Chefes religiosos se recusavam a reconhecer sob a ótica da Santa Igreja a união de Juan Domingo e Eva.

O poder modifica a todos. É uma experiência definitiva. Alguns se afogam em meio a vaidades tolas. Sentem-se entorpecidos pelo luxo e pela adulação de gente falsa e mentirosa. Não são poucos aqueles que esquecem suas raízes. Que mudam de classe. O mundo está repleto de gente que com o poder perde a capacidade de olhar para si e próprio e também condição de enxergar o mundo a sua volta. Concentram-se apenas em pertencer e conservar o status adquirido.

Mas Evita não foi assim! Eva tinha uma personalidade controversa, mas soube como poucos na história fazer o bem. Falava como uma mulher do povo. Cometia erros gramaticais que eram jocosamente ridicularizados por alguns. Enfrentava a oligarquia. Fez o que pode para ajudar os necessitados. Recebia a todos em seu gabinete. Dava desde presentes de natal até máquina de costura, brinquedos, tratamento dentário e hospitalar. Fazia o que era possível. Não era uma primeira-dama tradicional. Mesmo com a saúde muito frágil, na frente de todos seus assessores perplexos beijava os leprosos e outros doentes na boca.


Filme argentino de 1996, com Esther Goris no papel da personagem título, e a clássica cena em que Eva Perón encara as senhoras da oligarquia argentina, e diz que seus sobrenomes têm “cheiro de bosta de vaca”.

Alguns podem considerar isso como caridade barata. Coisa de político. Mas numa sociedade tão marcada pelo pensamento elitista, os gestos de Evita adquiriam um significado gigantesco.

Os órfãos, até aquele momento, eram obrigados a circular com um pijama escrito “Criança Órfã”. Evita acabou com aquilo. Acolhia as crianças órfãs em novas escolas de tempo integral que lembravam um parque de diversões temático. Defendia seu povo. Beijava homens e mulheres pela rua. Assim era Evita.

Morreu muito jovem. Não era uma marxista nem dispunha de conhecimento teórico organizado sobre qualquer ideologia política. Era peronista, como gostava de dizer. “Uma ponte entre o povo e Perón” Quem assim quisesse poderia “atravessá-la”, falou certa vez. De fato, Evita era o braço de Perón com a sociedade civil. Não por acaso, depois de seu desaparecimento, o peronismo perdeu muito de sua face mais humana. Perón nunca mais foi o mesmo líder.

Eva Perón:

Eva Perón: “ninguém seguiu a farsa (da oligarquia), como eu, tive o prazer de insultá-los em sua própria cara, e agora vou denunciá-los”.

Evita era a puta. A bastarda. A ralé. Era odiada no “high society”. Sim, havia gente comemorando o seu câncer. Sua presença ofendia. Sua existência era insuportável. Os pobres nunca mais foram os mesmos depois de Evita. Isso era desastroso para alguns.

Eva Perón nunca foi uma política de esquerda, porém seu surgimento já foi suficientemente ameaçador. Como tantas outras figuras da história, sua coragem revelava a covardia dos outros. Seu inconformismo denunciava a complacência geral diante das injustiças.

Cada um cumpre seu papel na história. Evita tem para sempre seu lugar. Os disseminadores de ódio não podem chegar a lugar nenhum. Não há espaço de glória para quem vive propagando o ressentimento e a mesquinharia.

Os odiadores talvez apareçam em figuras inanimadas atacando pedra na cruz, colocando fogo nas “bruxas” em fogueiras “santas”, comemorando o enforcamento de condenados, se explodindo em ataques suicidas, participando de linchamentos, apedrejando as mulheres “infiéis”, comemorando o holocausto. Os odiadores nada mais serão do que desenhos feios que contam os desastres mais violentos da história da humanidade.

Para nossa felicidade, há também aqueles que preferem amar. Que o Brasil encontre seu caminho de paz entre tantos odiadores que invadem velórios, atacam bombas, invadem sites, ameaçam de morte nos fóruns de internet, rompem amizades de anos por divergência política, rejeitam as diferenças.

Deus nos livre da violência, da intolerância, da intransigência e da histeria coletiva que só pode terminar em coisa ruim. Deus nos livre daqueles que são muito corajosos e decididos para julgar os outros, mas que se a gente olhar bem de perto, não valem sequer o pão que eles comem.

María Eva Duarte de Perón (1919-1952), morreu de câncer no útero, aos 33 anos.

María Eva Duarte de Perón (1919-1952), morreu de câncer no útero, aos 33 anos.

  • José Guedes

    Realmente, o ódio está insuportável……………….Mais um pouco e vira uma guerra civil……………..Isso tem que acabar!!

    • Ze Sergio

      José, não tem que acabar não. O que é preciso é este país evoluir para níveis aceitáveis de civilização. E isto só com muita indignação. Temos uma pequena elite no Poder Público com padrão de país industrializado e a população vivendo na Idade Média. Isto é que deve acabar.

      • José Guedes

        Olha, Zé Sérgio, o que tem que acabar é esse ódio!! Amizades já acabaram, relações parentais já acabaram, vizinhos de condomínio já se enfrentaram em juízo, tudo por culpa dessa raiva emanada das redações da mídia golpista que instilou esse ódio para com o Governo. Eu já terminei uma relação comercial, não por ela em si, mas quando o cara descobriu que eu era situacionista, perdeu totalmente a elegância e partiu para o embate. Mandei às favas! Ou acabamos com essa doença ou ela acaba com a nossa sociedade. Era Isto!!

        • Ze Sergio

          Volto a insistir, guerra civil já vivemos há muito tempo. 100.000 assassinatos por ano. Outros cem mil na guerra do trânsito. O país com problemas sociais que não se resolvem, mesmo governado por políticas socialistas há 1/4 de século. Democracia e justiça com alcance medíocre. A “revolta é santa”. Não existe motivo algum para a situação brasileira. Deveríamos ter uma sociedade com alto nível de condições sociais, e isto só com muita indignação. Abs.

          • José Guedes

            Zé Sérgio, veja só, estamos discutindo em altíssimo nivel. Você tem a sua posição e eu tenho a minha. Em nenhum momento nos ofendemos ou agredimos…………..Acerta-se um país com debate de idéias e ideologias e não com agressão. Era a isto que me referia. Outras nações estão em crise muito maior do que a nossa e as pessoas não exalam esse ódio destruidor “fueled” por uma imprensa que prega o quanto pior, melhor. Acima de tudo, temos que demonstrar urbanidade e educação, mesmo em campos opostos, da mesma maneira como estamos fazendo, aqui. Era isto! Abraço.

            • Ze Sergio

              Caro sr. José, gostaria que fosse assim mas não é. O “Brasil Cordial” é o país com mais assassinatos do mundo, então com maior n.o de assassinos. Não quero fazer apologia política, mas em SP, os hospitais não funcionavam. As pessoas se revoltavam. Hoje todos tem seguranças. O metrô e trens, a mesma coisa. Ao invés de melhoria nos serviços, veja o número e tamanho dos seguranças. É pela qualidade do serviço prestado? Os países em crise que o sr. cita, mesmo alguns africanos, tem qualidade de vida muito superiores aos nossos. O tempo de aceitar o cabresto acabou.

              • José Guedes

                Zé Sérgio, respeito a sua opinião, mas fico com a minha. Pelo menos somos respeitosos. Até mais. Abraço.

  • Ze Sergio

    Comentário oportunista? a mídia lembrou da tragédia da dengue, que estava sendo escondida dos meios de comunicação? O armazenamento inadequado de água em SP, devido ao racionamento velado, ampliou o maior surto da história desta doença e de diarreia. Estava sendo acobertada assim como o Trensalão do PSDB que está sendo escondido por 25 anos.

  • pedroi

    Esta Evita era populista nazista, como o seu marido, o Ditador Perón, e como o ditador Getúlio Dou Nele Vargas; os pólos opostos se atraem! O comunismo e o nazi-fascismo são populistas, ditatoriais e fascínoras! Vide Fidel, Stálin, Che Guevara, Chavez, Maduro, Córeia do Norte, etc.

    • Cassius Regazzoni

      Ainda que a URSS não fosse a principal responsável pela queda do nazismo suas colocações teriam pouco suporte lógico.

    • Francisco Mendes

      Falou pouco, mas só disse besteiras, que a direita e seus simpatizantes tentam colocar como sendo mensagens divinas

  • Bom tanto lá na Argentina como aqui com nossa elite quatrocentona o ódio aos que estão no andar de baixo é intenso, na última eleição aqui pudemos ver que este ódio não perdeu força, nosso pais é igualmente assolado por esta forma de pensar. Mas acho que isto é parte da natureza humana, ter ódio a tudo aquilo que não lhe apetece diretamente e que ameace seus privilégios. Evita pagou pelo que não devia, só porque tinha uma mente mais sensível aos problemas dos mais pobres, aqui no Brasil só podemos comparar a semelhança com Lula que tem o mesmo problema, isto é, a total incompreensão de nossas elites, que nesta última eleição demonstraram sua total ferocidade. Mas temo que esta ferocidade piore para o golpismo como já deu vários sinais.

  • Rogério Esteves Garcia

    Sublime texto!!!

  • Jéssica Melo

    Pesquiso sobre Eva Perón e a história argentina a alguns anos e poucas vezes tive a oportunidade de ler alguma matéria sobre ela por algum meio de comunicação brasileiro. É raridade! No entanto, preciso esclarecer alguns pontos:
    1. Evita era filha extramatrimonial de Juan Duarte. Mas, quando seu pai morreu em 1926, ela não foi expulsa do velório do pai pela sua viúva, Estela Grisolía, pois a madrastra havia morrido 4 anos antes.

    2. Sobre a pichação, diz a lenda que os inimigos o fizeram na casa da Madre de los Descamisados. No entanto, isso nunca haveria passado de uma única parede no bairro da Recoleta e só há o registro da existência de um local. Além de ser quase impossível fazer uma pichação do gênero nas redondezas da residência presidencial por toda a segurança que possuíam.

    3. ”Evita não era de esquerda”. Para fazer essa afirmação, no mínimo, Castilho deveria ter discorrido sobre. Afinal, o que ele compreende como peronismo? Que as políticas foram de cunho essencialistas, há muito o que concordar, mas para uma afirmação dessa, um ponto final não basta.

    Evita era odiada e sua imagem sempre esteve envolta de mitos e contradições. Uma mulher, de classe média, bastarda e que ao seu modo, transcorreu da esfera privada à pública enquanto uma liderança política, é esperado em uma sociedade inserida e um sistema patriarcal que a odeiem. Um artigo que recorra sobre o ódio e nos faça refletir sobre a intolerância, a falta de respeito e amor ao próximo é sempre bem vindo mas dessa vez, a Carta Capital pecou ao não revisar cuidadosamente fontes e referencias históricas de maneira criteriosa, reproduzindo assim uma narrativa senso-comum.

    • Rafael Castilho

      Jessica Melo. Obrigado pelo comentário.
      Entenda que uma crônica (post) não possui (nem se exige) o mesmo rigor de uma pesquisa acadêmica.
      Eu mesmo realizei pesquisa e estudos sobre o peronismo.
      Alguns dados realmente carecem de precisão, porém, quando você discorre por um tema com muitos detalhes perde muitos leitores por conta do tamanho do texto.
      Exemplo disso é a questão de dizer que ela não era uma política de esquerda. É evidente que essa questão não pode ser limitada a uma afirmativa simplória. Há outros personagens controversos que renderiam muitos debates acerca da perspectiva política.
      A tarefa nesta ocasião era chamar a atenção para a intolerância política.
      Ainda assim o texto ficou longo. Queria ter escrito menor. Mas é difícil.
      Obrigado pela leitura.
      Caso queria compartilhar mais a respeito, visite meu blog e ficarei feliz em discutir mais a respeito.
      Abraço

    • Gabriel Silveira

      Bom dia Jéssica. Obrigado por compartilhar essas informações. Infelizmente não estamos livres da histeria de mentecaptos macartistas como o pedroi, que vomitam o mesmo discurso alucinado em toda matéria que leem (e não conseguem interpretar).

  • champagne1963

    Uma doença grave ou a morte não apaga os graves erros que um hipotético personagem tenha cometido. Tais flagelos não restituirão aos cofres públicos os recursos desviados pelos corruptos, não repararão as injustiças cometidas e muito menos apagarão os gravíssimos erros motivados por ideologias obtusas que condenam os latino-americanos a uma pobreza secular.

    • Cassius Regazzoni

      Meu caro, convém explicar para os ignorantes que não se trata de absolver ninguém pela simples ocorrência de sua morte, mas evitar manifestações de ódio explícito que esmaguem qualquer traço de humanidade e civilidade nas relações sociais.
      Quanto à pobreza secular dos latino-americanos, falta-lhe uma simples calculadora para constatar que temos apenas duas décadas de esquerdismo contra 500 anos de direitismo e exploração.

  • maria

    Durante anos a fio Lula nos palanques da vida , dividiu o país entre “nós” e “eles” . Usando de uma retórica eloquente e inflamada como convém a um populista de carteirinha, jogou brasileiro contra brasileiro . É um fato inegável , os registros são fartos. “Eles” representando o mal e o seu governo ,o bem . Qualquer pessoa que não rezava pela cartilha lulista , passou a ser considerada como a elite malvada , exploradora dos pobres . Lula enquadrou pelo menos a metade da população brasileira nessa categoria . Oito anos , pelo menos , batendo nessa mesma tecla , Lula pode se considerar vitorioso , conseguiu seu intento. Dividiu o país , contribuindo para gerar esse clima de intolerância presente nos dias de hoje .

    • Jair Silva

      Dividiu ? Alguém de vocês conhece as periferias das capitais do Brasil ? Por que a maioria – 2/3 dos da Câmara só conhecem os bairros nobres de SP E RJ

    • Cassius Regazzoni

      Quanta bobagem. Não há o menor registro de Lula individualizar ou direcionar a crítica a um partido específico ou pessoa e muito menos de militantes petistas agredindo gratuitamente pessoas por usarem camisas do PSDB ou lerem a revista Veja.
      Muito, mas muito diferente do que fazem hoje com o PT e petistas.
      Ademais estes discursos eram defesas contra bordões como “bolsa esmola”, ou seja, contra campanhas sistemáticas de ataques aos programas sociais de seu governo.

    • Francisco Mendes

      Quem sempre se utiliza de slogans do tipo – Beba Coca Cola, quando usado no
      contexto político sempre o alvo é um partido político, o Partido dos Trabalhadores,
      não é, nem nunca foi Lula. Quando da doença de Lula como de Dilma, o que se viu publicado, não vou repetir, e agora no velório de Dutra, ex-presidente do PT,
      foi marcado por impropérios carregados de ódio, e mais outros como escreve Maria,
      leia-se com sinais trocados, “os registros são fartos”. Maria, elite nunca foi nem nunca
      será a metade da população. Quem está pretendendo dividir para voltar as velhas
      e tradicionais artimanhas dos chamados políticos tradicionais, são vocês e não
      “nós” e “eles”, que ainda babam com rancor por terem pedido 4 (quatro) eleições
      sucessivas, e até hoje não terem implantado o 3º turno. Tentem.

  • Aaron

    O tema da discussão é o ódio entre classes e Evita Peron. Que diachos por que alguns comentaristas não entendem?

  • Manoel Valadares

    o carcinoma nao tem ideologia ……….

    • Francisco Mendes

      Outro sábio que poderia ter ficado de boca fechada.

      • Manoel Valadares

        Aquele que não conhece sua história está condenado a repeti-la … acorda zé, lulopetismo nunca mais ……..

        • Francisco Mendes

          Você me cheira a salazarista.

  • Pablo Palhais (PPalhais)

    Sabe o que me irrita nos líderes da esquerda, é a incoerência do que pregam com a vida que levam. A “líder dos descamisados” adorava se vestir dos pés à cabeça de Christian Dior dentre outros costureiros famosos. Adorava um casaco de pele etc. Gostaria de saber a opinião da galera aqui sobre esse hábito comum da esquerda latino americana. A mim me incomoda muito. Estou errado em achar estranho????